Duas iniciativas de Minas Gerais estão entre as 24 finalistas da 30ª edição do Concurso Inovação no Setor Público, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Os projetos representam a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais e a Prefeitura de Belo Horizonte e foram selecionados após uma etapa de avaliação que recebeu 569 inscrições.
A relação foi divulgada pela Enap em 30 de setembro de 2026, após o resultado oficial da avaliação inicial, registrado em documento publicado no dia anterior. A seleção coloca no mesmo grupo experiências relacionadas à modernização do trabalho no setor público, ao uso de inteligência artificial e à análise de dados para apoiar atividades de fiscalização tributária.
Quais são os projetos mineiros finalistas
Uma das iniciativas selecionadas é Equipes Híbridas: a nova realidade da Frente de Modernização do Tesouro de Minas Gerais, apresentada pela Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais. O projeto está relacionado à organização das equipes e à modernização dos processos de trabalho da estrutura responsável por atividades de modernização do Tesouro estadual.
A segunda iniciativa é Rastreio Fiscal: IA para identificação de indícios de auditoria fiscal tributária, da Prefeitura de Belo Horizonte. Como indica o próprio título, o projeto utiliza inteligência artificial para identificar indícios que possam orientar auditorias fiscais tributárias. A seleção para a etapa final, contudo, não significa que o concurso já tenha reconhecido um resultado definitivo ou premiado o desempenho da ferramenta.
As duas experiências refletem frentes diferentes de inovação administrativa. Enquanto o projeto estadual trata de uma mudança na dinâmica organizacional e na estrutura de trabalho, a iniciativa da capital mineira concentra-se na aplicação de tecnologia para apoiar a identificação de situações que podem demandar análise fiscal mais detalhada.
Critérios de avaliação e próximos passos
Segundo a Enap, os projetos foram avaliados considerando aspectos como inovação, resultados, impacto para o público, uso eficiente de recursos, transparência e controle social. Esses critérios buscam observar não apenas a novidade de uma proposta, mas também sua capacidade de produzir valor na administração pública.
O resultado oficial da etapa de avaliação inicial registra a lista das iniciativas classificadas para a fase seguinte. A presença de Minas Gerais entre os finalistas evidencia a participação de órgãos estaduais e municipais em uma agenda nacional que envolve transformação organizacional, gestão baseada em dados e adoção responsável de ferramentas digitais.
A próxima etapa está prevista para 20 de outubro de 2026, quando representantes das equipes deverão apresentar e defender os projetos diante de uma banca examinadora. Depois dessa fase, está previsto o início da votação popular em 26 de outubro. O cronograma informado pela Enap aponta ainda que a cerimônia de premiação será realizada em 12 de novembro de 2026, durante a Semana de Inovação.
Inovação pública com foco em gestão e fiscalização
O caso das iniciativas mineiras mostra como a inovação no setor público pode ocorrer em áreas distintas. Ela pode envolver a forma como servidores e equipes são organizados, como no projeto da Secretaria de Fazenda, ou o uso de inteligência artificial para apoiar a análise de informações e a definição de prioridades, como na proposta da Prefeitura de Belo Horizonte.
Em ambos os casos, a etapa de finalização ainda será decisiva para detalhar as soluções diante da banca e do público. A avaliação prevista pelo concurso deverá considerar as informações apresentadas pelas equipes, os resultados declarados e a aderência aos critérios da premiação. Até a cerimônia, os projetos permanecem como iniciativas finalistas, sem resultado final divulgado.
A página oficial do 30º Concurso Inovação no Setor Público reúne informações sobre a edição e seu calendário. Para Minas Gerais, a participação de uma secretaria estadual e de uma prefeitura amplia a visibilidade de experiências locais em um concurso de alcance nacional e reforça o debate sobre como tecnologia, organização do trabalho e uso de dados podem contribuir para a administração pública.