Altevir Seidel

O que toda obra industrial deveria saber antes de erguer o primeiro pilar?

Diego Velázquez
Diego Velázquez
10 Min de leitura

A partir do que expõe Altevir Seidel, no Brasil, milhares de galpões, armazéns e instalações industriais são erguidos a cada ano sem que os responsáveis pela contratação tenham clareza sobre duas questões fundamentais: quais normas de segurança precisam ser cumpridas obrigatoriamente e com que frequência a estrutura precisa ser inspecionada após a entrega. Essa lacuna não é apenas técnica. É econômica e, em casos extremos, tem consequências que nenhum seguro consegue cobrir integralmente.

O crescimento acelerado da construção metálica no Brasil trouxe consigo um efeito colateral preocupante: a multiplicação de obras executadas com pressa, por equipes sem qualificação adequada e sem o devido acompanhamento técnico. Galpões industriais, armazéns rurais, coberturas comerciais e estruturas de suporte em propriedades agropecuárias são erguidos em ritmo acelerado, muitas vezes sem que os responsáveis tenham consultado as normas vigentes ou estabelecido um plano de manutenção para os anos seguintes. Quem atua na área de estruturas metálicas, como é o caso de Altevir Seidel e da equipe da Rivetla Guindastes, sabe que esse cenário se repete com frequência preocupante em diferentes regiões do país.

O resultado aparece mais tarde, mas aparece. Corrosão precoce, deformações estruturais, falhas nas ligações parafusadas e infiltrações por vedação inadequada são os sintomas mais comuns de obras que não foram executadas ou mantidas dentro dos parâmetros corretos. Quer saber mais? Confira no artigo a seguir!

Quais são as normas de segurança obrigatórias?

O ponto de partida normativo para qualquer obra metálica no Brasil é a ABNT NBR 8800, que estabelece os critérios de projeto e execução de estruturas de aço e mistas de aço e concreto. Essa norma define as condições mínimas para dimensionamento, escolha de materiais, tipos de ligação e verificações de segurança que precisam ser realizadas ainda na fase de projeto. Ignorá-la não é apenas um risco técnico: é uma exposição legal para o responsável pela obra.

Complementar à NBR 8800, a NBR 14762 trata especificamente de perfis formados a frio, muito utilizados em galpões de menor porte e em coberturas metálicas de propriedades rurais. Para quem atua diretamente na montagem e no içamento dessas estruturas, como Altevir Seidel, o conhecimento dessas normas se traduz em decisões concretas sobre sequência de montagem, capacidade dos equipamentos utilizados e condições de fixação das peças ao longo de toda a execução.

Além das normas estruturais, a NR-18 do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece as condições de segurança para trabalhadores em canteiros de obras, com exigências específicas para trabalho em altura, uso de equipamentos de proteção individual e coletiva e procedimentos de içamento. A NR-35, por sua vez, regulamenta especificamente o trabalho em altura, definindo treinamentos obrigatórios, sistemas de ancoragem e responsabilidades do empregador. Obras que não atendem a essas normas estão sujeitas a autuações, paralisações e, em casos de acidente, a processos civis e criminais contra os responsáveis.

O que acontece quando a norma é ignorada na prática?

A distância entre o que as normas exigem e o que acontece em muitas obras é um problema estrutural do setor. Parte dessa lacuna é resultado de desconhecimento genuíno, especialmente entre pequenos proprietários que contratam serviços sem exigir comprovação de qualificação técnica ou conformidade normativa. Outra parte é uma escolha deliberada por redução de custos que, no curto prazo, parece vantajosa e, no médio prazo, se revela um equívoco caro.

Como um profissional que atua na área de estruturas metálicas, Altevir Seidel conhece bem esse padrão: quem trabalha com içamento e montagem de peças pesadas vê com frequência os efeitos de decisões equivocadas tomadas bem antes de a obra começar. Estruturas montadas sem o devido planejamento de içamento, sem verificação das ligações e sem atenção às cargas previstas em projeto não falham de forma dramática e imediata na maioria dos casos. Elas vão cedendo progressivamente, apresentando deformações sutis que passam despercebidas até que o problema exija intervenção de grande porte, com custos muito superiores ao que teria sido necessário para executar corretamente desde o início.

Altevir Seidel
Altevir Seidel

A Rivetla Guindastes, que atua no segmento de içamento e transporte para esse tipo de obra, opera com equipamentos e procedimentos alinhados às exigências das normas regulamentadoras vigentes. Esse alinhamento não é detalhe: em içamentos de peças pesadas em altura, o cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança é o que separa uma operação bem-sucedida de um acidente com consequências irreversíveis.

Qual a frequência ideal de manutenção?

A manutenção de obras metálicas segue uma lógica que combina inspeções periódicas com intervenções corretivas e preventivas. A frequência ideal varia conforme o tipo de estrutura, o ambiente de exposição e o uso ao qual o conjunto está submetido, mas existem parâmetros gerais que qualquer proprietário deveria conhecer e adotar como rotina. Desconsiderar esse calendário é uma das decisões mais custosas que um proprietário pode tomar.

Em condições normais de exposição, com ambientes internos ou rurais sem alta agressividade química ou umidade excessiva, recomenda-se uma inspeção visual completa a cada seis meses e uma inspeção técnica detalhada anualmente. Essa inspeção deve incluir verificação do estado da pintura anticorrosiva, condição das ligações parafusadas, presença de deformações, estado das vedações e integridade dos elementos de fixação ao solo ou às fundações. Estruturas próximas ao litoral ou expostas a ambientes com presença de agentes químicos exigem inspeções com frequência maior, em ciclos de três a quatro meses. Altevir Seidel, que lida com içamento e posicionamento de peças em diferentes tipos de obra, destaca que a qualidade da execução inicial influencia diretamente a frequência com que a manutenção precisará ser realizada nos anos seguintes.

A pintura de proteção anticorrosiva é um dos pontos que mais concentra negligência. Muitos proprietários tratam a pintura como acabamento estético e não como camada de proteção funcional. Na prática, quando a película protetora começa a apresentar desgaste, fissuras ou descascamento, a superfície metálica fica exposta à umidade e ao oxigênio, iniciando um processo de oxidação que avança silenciosamente. Repintar no momento certo custa uma fração do que custa substituir uma peça comprometida pela corrosão.

Manutenção preditiva: o que as obras mais modernas já adotam

O conceito de manutenção preditiva chegou a esse segmento de forma gradual, mas consistente. Em vez de esperar pelo problema ou realizar inspeções em datas fixas, independentemente das condições reais da estrutura, a manutenção preditiva usa dados coletados continuamente para antecipar quando e onde uma intervenção será necessária. Sensores de vibração, monitoramento de cargas e análise termográfica para identificar pontos de tensão são ferramentas que começam a aparecer em obras de maior porte no Brasil, mudando a forma como gestores e proprietários enxergam o ciclo de vida de suas instalações.

Para estruturas de médio e pequeno porte, a evolução mais acessível está na adoção de registros sistemáticos de manutenção. Manter um histórico documentado de cada inspeção, com fotografias, anotações sobre o estado das ligações e registro das intervenções realizadas, permite identificar padrões de desgaste e antecipar necessidades antes que se tornem urgentes. É o tipo de prática que Altevir Seidel reconhece como decisiva para quem quer que uma obra metálica mantenha sua integridade ao longo do tempo sem gerar surpresas financeiras no meio do caminho.

Segurança como cultura, não como obrigação

O maior avanço possível nesse setor não está nas normas em si, que já existem e são razoavelmente claras, mas na mudança de mentalidade de quem contrata, projeta e executa essas obras. Tratar segurança e manutenção como cultura operacional, e não como obrigação burocrática a ser cumprida minimamente, é o que diferencia obras que se mantêm íntegras por trinta anos daquelas que começam a apresentar problemas em menos de uma década.

Nesse contexto, executar bem desde o início é sempre mais barato do que corrigir depois. A Rivetla Guindastes, presente no Instagram @rivetla_guindastes, é uma referência para quem busca serviços de içamento e transporte executados com atenção aos protocolos que fazem a diferença entre uma obra segura e uma que apenas parece estar bem.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

 

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