O agronegócio de Minas Gerais registrou um primeiro semestre expressivo em 2026. As vendas ao exterior somaram R$ 45,6 bilhões, com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países diferentes, resultado que mantém o estado na terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.
Um desempenho que reforça o peso do setor na economia estadual
Os dados fazem parte do Informativo Conjuntural de julho, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base em registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre janeiro e junho, Minas Gerais respondeu por 10,3% de tudo o que o agronegócio brasileiro vendeu para outros países, uma fatia significativa considerando a diversidade de estados produtores no Brasil.
Um dos pontos que chama atenção nesse resultado é a ampliação da participação mineira na comercialização de produtos processados do complexo soja, o que indica um avanço não apenas na produção primária, mas também na agregação de valor antes da exportação.
Safra de grãos também surpreende positivamente
Paralelamente ao desempenho nas exportações, a safra de grãos 2025/26 em Minas Gerais também trouxe boas notícias para o setor. Segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos, produzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado deve encerrar o ciclo com produção total estimada em 19,08 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação à safra anterior.
O clima favorável ao longo do período de desenvolvimento das lavouras foi apontado como fator determinante para esse resultado. Em julho, o tempo seco ajudou na maturação e colheita da segunda safra, processo considerado normal para a época do ano, enquanto agosto seguiu com baixa incidência de chuvas, o que favoreceu o avanço da colheita nas principais regiões produtoras.
Entre os grãos cultivados no estado, o milho teve destaque especial na safra deste ano. Já a cultura do algodão também apresentou resultado positivo: com mais de 60% da área colhida até o fim de agosto, Minas Gerais caminha para uma safra 5,7% maior que a anterior, somando 80,6 mil toneladas de algodão pluma. O crescimento chama atenção porque ocorreu mesmo com redução da área plantada, o que os produtores atribuem à recuperação da produtividade proporcionada pelas condições climáticas do ciclo.
O que esses números significam para o produtor rural
Para quem trabalha na ponta da produção, esses resultados se traduzem em previsibilidade de receita e em argumentos para negociações de crédito e insumos junto a fornecedores e instituições financeiras. O bom desempenho da safra e das exportações também tende a reforçar a demanda por logística eficiente, já que boa parte da produção depende de rodovias e ferrovias em condições adequadas para chegar aos portos e centros de distribuição.
Cooperativas e associações do setor costumam usar esse tipo de levantamento para orientar o planejamento da próxima safra, ajustando a escolha de culturas conforme o comportamento de preços e demanda internacional observado ao longo do ano.
Perspectivas para o segundo semestre
Com a colheita avançando e o cenário climático permanecendo favorável, produtores e analistas do setor devem acompanhar de perto os próximos boletins da Conab e da Seapa-MG para confirmar se o ritmo de crescimento se mantém até o fechamento do ano agrícola.
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