Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, acompanha uma evolução que vem alterando as prioridades de gestão em diversas organizações do segmento. Se durante muitos anos o foco esteve concentrado principalmente na operação dos serviços, atualmente temas como governança, transparência e planejamento estratégico assumem papel cada vez mais relevante.
O movimento acompanha tendências observadas em diferentes setores da economia e reflete a necessidade de administrar estruturas mais complexas, demandas regulatórias mais amplas e expectativas crescentes por parte das famílias.
O que significa governança aplicada ao setor funerário?
Governança envolve o conjunto de práticas que orientam a gestão de uma organização, incluindo processos de tomada de decisão, definição de responsabilidades e mecanismos de controle. Na prática, isso significa criar estruturas capazes de garantir maior transparência, previsibilidade e eficiência administrativa.
Comparado a modelos mais centralizados do passado, a governança moderna busca fortalecer a consistência das operações e reduzir riscos associados à gestão.
Por que o tema está ganhando relevância?
Uma mudança observável é o aumento da complexidade operacional. Cemitérios, crematórios e espaços memorialísticos administram informações sensíveis, infraestrutura de longo prazo e relacionamento contínuo com famílias. Além disso, órgãos reguladores, entidades setoriais e consumidores passaram a exigir padrões mais elevados de organização e prestação de serviços.
A consequência prática é a valorização de modelos de gestão estruturados e orientados por processos bem definidos.

Quais erros ainda são frequentes?
Um dos equívocos mais comuns é considerar a governança apenas como exigência burocrática. Quando aplicada corretamente, ela contribui para melhorar decisões estratégicas e fortalecer a sustentabilidade das operações. Outro erro recorrente é concentrar informações críticas em poucas pessoas ou processos pouco documentados. Essa prática aumenta riscos operacionais e dificulta a continuidade administrativa.
A experiência de diversos setores demonstra que organizações mais preparadas investem em padronização e gestão do conhecimento.
Como a tecnologia contribui para a governança?
A digitalização facilita o controle de informações, a rastreabilidade de processos e a organização documental. Sistemas integrados permitem acompanhar indicadores, registrar atividades e gerar relatórios que apoiam decisões gerenciais. Isso reduz falhas e aumenta a capacidade de planejamento.
Tiago Oliva Schietti acompanha um cenário em que a tecnologia se tornou uma aliada importante da gestão profissional.
Governança influencia a percepção das famílias?
Sim. Processos transparentes e bem estruturados tendem a gerar maior confiança por parte dos usuários. Quando informações são facilmente acessíveis e procedimentos seguem padrões claros, as famílias percebem maior segurança e previsibilidade na prestação dos serviços.
Esse fator se tornou especialmente relevante em um mercado onde a reputação institucional possui grande peso.
O futuro da gestão funerária será cada vez mais profissional
A tendência é que governança, inovação e qualificação profissional atuem de forma integrada nos próximos anos. Organizações que investirem em planejamento, controle e transparência tendem a enfrentar melhor os desafios associados às mudanças demográficas e urbanas.
Tiago Oliva Schietti atua em um ambiente que passa por um processo contínuo de amadurecimento. Nesse contexto, a governança deixa de ser apenas uma ferramenta administrativa e se consolida como elemento estratégico para o desenvolvimento sustentável do setor funerário.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez